segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Outro Moleque

Desde as conquistas de Michael Schumacher, a F1 se pergunta se algum dia outro piloto poderá se assemelhar ao alemão que se tornou sinônimo de recorde na categoria. 

Naturalmente, após 2006, Fernando Alonso apareceu como aquele que teria chances de reeditar a Era Schumacher. Talento, capacidade e tempo de carreira lá estavam. Era preciso achar o ambiente adequado com a estrutura certa. O caminho, a McLaren. Aí, um moleque cruzou sua vida.
Lewis Hamilton foi a pedra na sapatilha de Alonso. 

O estreante que surpreendeu o espanhol – e o mundo todo. Por não admitir sequer a possibilidade de ser confrontado no mesmo time – tal qual Schumacher que se impunha politica e tecnicamente – Alonso “teve” que deixar a equipe inglesa. Mas não largou de lado o sonho. 

Durante décadas, superar, ou mesmo igualar, o feito de Juan Manuel Fangio era algo que não se podia alcançar. Ayrton Senna foi o piloto que melhor representou aquela busca. E não escondia de ninguém que esse era seu objetivo como piloto.

Quando Schumacher impôs seu domínio, combinou ambição, talento, e toda a subserviência da Ferrari a seus propósitos. O objetivo de Schummy casava bem com os da Ferrari. 

Contemplando o recorrido, Alonso aguardou. Esperou que Kimi Raikkonen deixasse o caminho livre. Na descendência direta de cockpit, Alonso estava literalmente no lugar de Schumacher.
A mesma equipe, a mesma ambição, um talento exaltado pelo meio da F1 e a coincidência de projetos. A Ferrari queria voltar a fazer o campeão do mundo. Depois de 2008 ter batido na trave, decidiu a Scuderia que era hora de trazer um piloto de primeira linha, alguém com capacidade já aprovada. 

E o mundo estava por assistir a consagração do primeiro ano da Nova Era: a Era Alonso. Dessa vez, as coisas estavam saindo até melhores que o espanhol supunha. Logo de cara, no primeiro ano, Alonso simplesmente chegava à última prova da temporada na liderança do campeonato. Seu rival mais próximo era um bom, consistente e “evolutivo” Mark Webber. Ou seja, nada que tirasse o sono de quem foi apontado como responsável pela [primeira] aposentadoria de Michael Schumacher.

Mas havia outro menino-prodígio. Não era um estreante, mas estava lá. Rápido, meio inconseqüente, imprevisível. O tipo de piloto que é capaz de não levar em conta a fama de seus adversários. Vai pra cima, pelo simples prazer de fazer o que mais gosta no mundo.

Vettel, o terceiro colocado no mundial até a prova de Abu Dhabi , arrebatou a multidão, roubando a cena e o título de Fernando Alonso. O espanhol estudou e se comportou como quem vive um papel para o qual se preparou muito. Talvez tenha lhe faltado ensaiar mais. Principalmente a parte de lidar com coisas inesperadas como uma Renault forte um Petrov aguerrido.
Quem sabe seja mesmo Vettel o verdadeiro herdeiro e sucessor de Schumacher? Aquele que vai escrever seu nome trilhando o caminho de seu antecessor, que, igualmente alemão, por certo, deverá se sentir mais feliz por ver sua dinastia continuada por alguém de sua “linhagem”.  Uma Era Vettel? Acredito que  ninguém possa fazer um prognóstico seguro sobre isso. Apenas conjecturar livremente.



 Resta a Fernando Alonso se contentar com a fama de mau perdedor que lhe é justa pelo que se viu. Seu sonho não foi aniquilado, apenas interrompido outra vez por um moleque de muito talento.

sábado, 13 de novembro de 2010

Prognóstico

Enquetes por todos os lados! Assim tem sido marcada a semana de decisão do titulo da Fórmula 1 Temporada 2010. Além dos sites e blog afeitos ao tema, até mesmo os jornais comuns tem promovido em seus espaços a pergunta: “quem será o campeão?”.
Não é pra menos. Ter quatro pilotos na decisão de um campeonato não acontece sempre. A bem da verdade, na F1, não tinha acontecido nunca [antes na história]. E todo mundo tem feito suas apostas.
Entre os entendidos – alguns adoram se passar por “entediados” só pra dar aquele “ar de superior” – tem gente que se arrisca a prognosticar. A base do que escrevem e/ou falam está ou no que aconteceu durante o ano; ou no que vem acontecendo na reta final; ou, ainda, em aspectos históricos.
Sem contar as subjetividades a que cada um tem direito, não é muito seguro vaticinar coisas nessa decisão tão interessante. Vamos lá:

1)    Alonso é o líder- tem a experiência de outras decisões, uma capacidade já testada e aprovada pela conquista de dois títulos; entretanto, não tem o melhor equipamento para a corrida. E ainda existe a McLaren que ameaça engrossar a parede entre Ferrari e RBR.

2)    Webber tem o grande carro do ano – tem o menor índice de abandonos entre os ponteiros; contudo, tem contra si um companheiro ultra veloz que resolveu andar tudo no final do campeonato e que é sujeito a chuvas e trovoada na hora de aceitar o tal jogo de equipe. Se fizer, vai ser na última curva do ano, pra fechar com bosta de vaca a decisão da temporada. Bosta de Touro, melhor dizendo.


3)    Vettel tem o carro de Webber e o talento de um Sub-Schumacher. Embora os pontos não lhe sejam confortáveis, após a lambança da Bélgica, Sebastian tem superado sistematicamente seu companheiro. Porém, a prova mais contundente de o que sua irregularidade pode provocar é a presença de Mark Webber na frente e com chances melhores que ele.

4)    Hamilton é o que se espera dele. O que complicou foi a McLaren “achar” que seu “canudinho” resolveria tudo e daria a seus pilotos condições de andar forte sempre em todas as pistas. O contraponto é a já famosa afobação que ao mesmo tempo, rende lances incríveis tanto quanto patéticos na pilotagem. Como a matemática não lhe é favorável, bem que pode se dar com ele aquele ditado: “de onde menos se espera daí é que não vem nada mesmo”. Mas Hamilton vai correr mais solto do que banqueiro protegido por Ministro do STF. Então, tudo pode acontecer. Vai ser um espetáculo a parte, pelo simples prazer de pilotar como se “não houvesse amanhã”.

Por isso, dar palpites é legal. Mas nada que possa sustentar em tom professoral uma aposta. Achar que apenas questões racionais e plenamente explicáveis garantem ao analista um encadeamento lógico de argumentos que permite fazer um prognóstico plenamente confiável pode muito bem reservar surpresas desagradáveis. Na F1 também pode aparecer o tal Sobrenatural de Almeida ® que bem pode ser o Homem do Pirulito ou qualquer outro “fator exógeno”. O mais seguro, por tanto, é vencer a ansiedade deixando bem claro que aposta e torcida podem até ter semelhanças, mas não são a mesma coisa.
Minha torcida: Mark Webber. Minha aposta: Fernando Alonso.

sábado, 6 de novembro de 2010

Viciados em trevas


Sob o céu carregado e ameaçador de São Paulo, a luz brilhou. O talento de um jovem piloto deixou um facho luminoso sobre o asfalto úmido de Interlagos. Seu feito já está na história. É a façanha mais improvável da temporada de 2010. Mas nem todos conseguem enxergar com nitidez a glória fulgurante de Hulkenberg. O motivo está bastante claro: é preciso falar (mal) de Barrichello. 

O companheiro de Nico ficou numa boa 6ª posição, dentro das expectativas que a equipe criou durante toda a temporada. Diante do feito de Hulkenberg, estranhamente, esses mesmos de visão embotada, fitaram os olhos não na primeira posição, mas, sim, no piloto que fecha a terceira fila
.
O problema não está necessariamente nas “críticas” feitas a Rubinho da parte desses mesmos “cegos de ocasião”, mas, sim, na incapacidade dessa gente em valorizar plenamente o que  Nico Hulkenberg fez:  recompensou o ingresso de cada pessoa que foi ao autódromo – com chuva e tudo. Fez valer o tempo diante da TV. De minha parte, fez valer deixar o bobó de camarão esfriar no prato no restaurante lotado enquanto acompanhava as imagens (só as imagens,porque não dava pra ouvir nada) inacreditáveis daquele carrinho simpático guiado de forma ensandecidamente espetacular por mais um representante da terra do chucrute. 

Nico não “superou” Rubinho apenas. Isto já seria algo digno de aplauso se levarmos em conta a experiência do piloto brasileiro na categoria, naquela pista e na chuva; ele botou mais de 1 segundo no carro do ano com Sebastian Vettel a bordo. 

Para exaltar Hulkenberg na justa medida, não é necessário “diminuir” Barrichello daquele jeitinho escroto com os mesmos “argumentos casseteplanetarianos” de sempre. 

É tempo de se ocupar com as coisas melhores e de valor inestimável. Nico Hulkenberg fez um bem tremendo ao esporte. Exaltando o aspecto arrebatador que o automobilismo ainda pode produzir – mesmo enfiado em tantas jogadas financeiras – Hulk ofuscou a todos de forma inapelável. 

Recado final do “profeta-ciborgue” aos ignorantes: contemplai a luz, ó, obscurecidos de entendimento. E deixai que vossas trevas se apartem para o abismo. No dia da ressurreição gloriosa da Williams, olhem para aquele Cavaleiro do Cavalo Azul e Branco. E sede vós curados de todo ódio, ira, raiva, irreverência improdutiva, maledicência, discórdia, porfia e inveja.  

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Confissões de um "observador"



 Faz tempo que a F1 realmente não me emociona. Talvez eu tenha aprendido a curtir a coisa de forma não convencional ou diferente. Isso não significa que é melhor torcer desse jeito. O esporte tem suas energias por vezes inexplicáveis. E reações não "programadas" saem tão ao natural que nos surpreendemos com nosso comportamento em determinado momento. Foi assim em 2008. Nunca fui torcedor de Massa, mas aquelas circunstâncias foram realmente diferentes. Fiz um texto sobre o ocorrido e mandei pro orkut. Alguns, se identificaram com ele. Reapresento a "peça" de minhas confissões para reavivar o clima que só Interlagos pode provocar. A seguir:


"Após anos dedicados a vida de torcedor das pistas, ele resolvera não ter desilusões e condicionou-se à vida de “observador” de corridas. Criada a “proteção” contra o sofrimento, tudo agora se tornara mais tranqüilo, mais ameno e até mais claro. Assim, o “observador” começou a se interessar por mais informações, detalhes, arquivos e entrevistas que aumentassem sua satisfação de fã do automobilismo. Tudo caminhava bem; já era a terceira temporada na “nova vida” e a relação “custo/benefício” estava “otimizada.”  
                Aí veio a corrida de Interlagos, o GP do Brasil, edição 2008. Sentado assistindo a televisão e grudado na transmissão do rádio, o “observador” buscava sempre mais “detalhes”. As insuportáveis especulações sobre a chuva já tinham sido assimiladas. Começa a prova. Muita gente “abanando” os carros... Ficava a impressão de que alguma coisa diferente estava pra acontecer a qualquer momento. Corrida animada, circuito legal, grande presença de público e alguns duelos interessantes.
                A condução cautelosa de L. Hamilton deixava o “observador” mais “seguro de si”, imaginando que era uma questão de tempo para que o inglês pudesse, com méritos, sagrar-se campeão do mundo.
                A chuva volta no final da prova e tudo muda muito rápido. Faltando três voltas, o “observador” já estava de pé (como se estivesse na antiga geral do Maracanã vendo uma daquelas arrancadas espetaculares do Zico). Duas voltas pro final: o “observador”, aos berros, não acredita no que vê, manda às favas suas “convicções” , a fleuma de “leitor de relatório de telemetria” e pula: ”Vai, Massa, vaaaaaaaaaaaaaai!!!!”. Já nem mais se reconhecia e vibrava muito.
                Última volta do campeonato: o velho coração de torcedor, que estava quietinho no canto dele, recebe um duro golpe ao ver a Toyota se arrastando (Burti foi quem chamou a atenção, pois Galvão, “o torcedor” não enxergava mais nada) e o L. Hamilton voltando à condição de início da prova. Final de temporada. Ao “observador” restou “esconjurar” a recaída, reafirmar as crenças pra 2009 e uma lição: “os deuses da F1” são caprichosos e traiçoeiros: dão com um alemão e tiram com outro!"

terça-feira, 2 de novembro de 2010

S E Q U Ê N C I A S

Quando terminei de assistir Homem de Ferro II – muito depois que a maioria - soltei aquela frase velha conhecida de quem se presta a ver seqüências cinematográficas: o primeiro é melhor!

E me deu aquele estalo: será que o mesmo se aplica em outras “artes” da vida? 

 Na F1,  a segunda geração de uma família sempre chega com aquela expectativa positiva. O tal de “filho de peixe, peixinho é” é como um mantra que fãs repetem para firmarem suas crenças e esperanças de voltar a ver o “NOME” brilhando nas pistas outra vez.

O primeiro exemplo que me vem à cabeça é Christian Fittipaldi. Sobrinho de campeão e filho de ex-piloto de F1, Christian passou por Minardi e Arrows. Mesmo com alguns bons resultados para um iniciante, suas aspirações na categoria foram “tolhidas” e decidiu ir para os Estados Unidos onde o tio famoso já era celebridade. 

Damon Hill é o próximo. Seu pai, Graham, bicampeão do mundo, foi o primeiro “mister Mônaco” da história; numa época bem diferente da que Damon viveu. Hill filho segurou (ele sim) o verdadeiro peso de “substituir” Senna na Williams e enfrentar Schumacher naquele traumático ano de 1994. A Williams era a dona dos grandes carros desde metade da temporada de 1991 até a estréia de Senna. Mesmo não sendo mais o “carro do outro mundo” por causa das grandes mudanças de regulamento, o pacote Williams-Renault era de melhor potencial. Perdeu dois campeonatos pro Schummy. Mas em 1996, deu o troco. Alguns o chamaram de “campeão sem graça” (coisa que mais tarde seria usada para descrever outro inglês, Jenson Button).  Seja com for, o brilho de Graham, 5 vezes vencedor em Monte Carlo (1963, 1964, 1965, 1968 e 1969) é inquestionavelmente maior.

O caso Villeneuve requer mais cuidados. Gilles foi um extraordinário piloto. Venceu 6 corridas. Seu filho, Jacques, foi campeão. Estaria aí um exemplo de exceção? Se perguntar aos que analisam e acompanham a F1 há décadas, invariavelmente, Gilles é apontado como superior. Sua morte por certo impediu uma consagração que seria apenas questão de tempo. Seu filho, mesmos sendo campeão, não conseguiu ter uma boa seqüência na carreira. Na BAR foi superado por Jenson Button e “pediu pra sair”. Tentou uma sobrevida na Sauber. Mas não conseguiu emplacar.  Pode, porém,  se orgulhar de ter batido Schumacher além de ter sido campeão também na Indy – na fase áurea da categoria. 

O mais controverso dos nossos personagens abordados é sem dúvida Nelson Ângelo Piquet. “Acusado” de ser filho do Tricampão Nelsão, Nelsinho chegou a F1 cercado de  bons augúrios. Com um bom retrospecto, Piquet Jr poderia ter a chance de continuar a saga de um nome vencedor nas pistas. Todos sabemos o que rolou. Sem entrar aqui nos detalhes, o fato é que ele saiu da F1 pela porta dos fundos. Uma pena. Já tem gente esperando o Pedro Piquet. Novo capítulo virá.

Por fim, falemos de quem ainda está na batalha.Por questão de espaço e tempo, vamos deixar Rosberg pra outra ocasião.
 Bruno Senna. É a mais desigual e injusta de todas as comparações entre gerações de um mesmo “clã”. Senna, o Ayrton, tornou-se um fenômeno das pistas no meio dos grandes com quem conviveu dividindo curvas e emparelhando em retas em disputas que renderam algumas das mais fantásticas imagens da história da F1. Bruno tem esse “fardo” a carregar. Mas sabe também que existe um mundo a sua volta que torce bastante por ele. Diz-se que nos bastidores políticos da F1, há movimentos que desejam fazer com que a categoria, de certa forma, expie sua culpa mortal pela tragédia de Imola. Não por sentimentos nobre, claro, mas por interesses comerciais. De qualquer forma, Bruno sabe muito bem que vai precisar mais do que o nome. A F1 é um ambiente hostil como convém a qualquer ninho de cobras. O resultado? Está sendo escrito por ele. Os rumores de sua ida para a Lotus aumentam a cada dia.  De qualquer modo, nada que Bruno faça o tornará superior ou sequer igual a seu tio, já consagrado a condição de figura mitológica das pistas.

Bem, no cinema não existe a “regra” de que o primeiro é sempre melhor. Exemplo clássico: Guerra nas Estrelas – O Império Contra-Ataca (que vem a ser o Episódio 5 na louca bi-trilogia invertida de George Lucas). A rigor, toda a saga Skywalker foi “num crescendo” para seus fãs. Mas o entendidos argumentam que é sempre um desafio uma seqüência superar o original. E que em muitos casos, o fracasso se dá de forma até previsível. 

Na F1, a tal “regra” também não faz parte do regulameto. Então, que venham novas e boas seqüências. Porque, afinal, melhor do que “Fulano II, a missão” é saber que o enredo continuará com ótimas cenas de ação que farão a felicidade de quem curte, acima de tudo, a disputa entre máquinas e pilotos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Futuro do Pretérito

Toro Rosso não té dá asas!



A Scuderia Toro Rosso disputa seu quinto campeonato na F1. Sendo sempre a Equipe B do império do Energético mundialmente famoso, era de se esperar que acompanhasse o sucesso da Equipe A menos de longe. 

Mesmo inspirado no carro da RBR, o STR5 só lembra as cores do projeto vencedor. Tendo a obrigatoriedade de construir seu próprio chassi, a fábrica de Faenza não consegue dar a seus pilotos uma máquina tão bem resolvida como aquela idealizada por Adrian Newey.  Somando as restrições de testes impostas pelo regulamento da Fórmula 1 às limitações orçamentárias da equipe que sucedeu a "aguerrida" Minardi – cujo momento mais marcante de sua história de 21 anos  na categoria foi o sensacional looping dado por Christian Fittipaldi no Grande Prêmio da Itália em 1993 – o horizonte” Rosso” é russo por via de conseqüência. Mas parecia ser de outra “cor”...

Depois de uma estréia discreta em 2006 (1 pontinho), as avaliações feitas levaram a direção da equipe  a traçar mudanças para a temporada seguinte.

Do primeiro para o segundo ano, o time trocou o incipiente motor Cosworth pelo propulsor da Ferrari. Como marca de evolução conseguiu registrar 8 pontos no Mundial de Construtores de 2007, deixando para trás Honda, Super Aguri e Spyker. 

Em 2008, apostou em Vettel e Bourdais. Triturou a boa reputação do francês,  mas logrou êxito com a promessa alemã – logo promovida a titular da Equipe A na temporada seguinte. Com a façanha de Vettel, a STR terminaria aquela temporada com 39 pontos, em sexto lugar superando, inclusive, a RBR.

Ano passado, o sinal mais evidente de que os ventos tinham mudado: um amargo último lugar nos Construtores: 8 pontinhos e a rabeira na tabela.
Atualmente, a coisa está mais feia. A Scuderia supera apenas as novatas Lotus, Virgin e a insólita porcaria da HRT.
Cabe uma pergunta: qual o interesse de Dietrich Mateschitz em manter a STR na F1? É pelo marketing? Sabemos que o austríaco adora uma badalação midiática. Mas não estaria havendo uma sobreposição de projetos? 

Se a Toro Rosso existe como “campo de provas” para pilotos que buscam a “promoção natural” rumo a RBR, estará valendo a pena? 

Com a necessidade de fazer frente a Ferrari e McLaren, é óbvio que a grana gorda será em maior parte carreada para a Red Bull Racing. E, como se vê, o que sobra pra STR é pouco e talvez mal aproveitado. 


Resta saber o que deverá acontecer com a STR daqui pra frente. Se entrou de fato no tal do “espiral descendente” poderá viver um futuro tenebroso: se parecer cada vez mais com a Minardi – uma indesejável volta ao passado
CADA VEZ MAIS PARECIDAS? SÓ O TEMPO NOS DIRÁ

domingo, 24 de outubro de 2010

Engodo Russo?

O que acontece com Vitaly Petrov? Será que nos enganamos com o cara? Por certo, houve precipitação por parte de muita gente.

 Chegou à F1 sem grandes expectativas, mas com grana oportuna para uma equipe em reconstrução depois que o Furacão Cingapura deixou a coisa feia no território francês.
Não deve ser fácil ter Robert Kubica como companheiro de equipe, mas o início de temporada do Pet das pistas até que foi interessante. Ainda estão vivas na memória dos fãs as belas imagens do pega que teve com Lewis Hamilton no GP da Malásia. Porém, a seqüência da temporada tem sido madrasta para Vitaly. Seus resultados construíram até aqui uma modestíssima 14ª posição na tabela. Kubica tem mais de 6 vezes o número de pontos de Petrov. A fase é crítica e rumores sobre sua permanência na Renault já circulam no sentido de saída. Dizem que, nos bastidores políticos (onde Babacclestone opera), com a realização do GP da Rússia, seria “interessante” ter um piloto do país na categoria. Mas, como a prova é só em 2014, Petrov vai ter que se esforçar pra permanecer no circo. E isso talvez signifique mudar de time, onde seu dinheiro fale mais alto.

A coisa tá preta pro russo.Quando a gente vê um carrinho amarelo no meio da brita (que não seja o trator de resgate) não resta a menor dúvida: na maioria quase absoluta das vezes “é o Pet, é o Pet, é o Pet”.

Pet Moments na F1 2010. A brita é fofinha, mas a vida é dura pro russo Vitaly Petrov