“O Brasil é a bola da vez!” Onde foi mesmo que você leu essa frase recentemente? Talvez em algum texto sobre economia, geopolítica, organismos multilaterais e coisas assemelhadas. Infelizmente, não foi sobre F1.
Quando a saga de triunfos brasileiros foi inaugurada nos anos 70 com Emerson Fittipaldi, ninguém imaginava que a partir dali estaria se formando uma tradição. Mas eis que a tradição se formou. E para sempre vamos citar nossos grande campeões. A explicação para o sucesso deles? Talento, oportunidades e instinto de sobrevivência aguçado. Cada um em sua época soube brilhar com a intensidade que o espetáculo requeria. Hoje, seus herdeiros lutam para reviver aqueles momentos de glória eterna.
Mas voltar ao protagonismo da cena na F1 será um grande desafio para os “continuadores”. E não é de hoje que o Brasil passa em branco na história recente da categoria. Depois de Senna ter vencido o Gp da Austrália no dia 07/11/1993, levamos sete anos para triunfar outra vez. O “herói improvável” foi Barrichello e sua épica corrida de Hockenheim. Curiosamente, naquele mesmo dia (30/07/00), ao vencer pela primeira vez na F1, Rubinho surgia a 10 pontos do líder do mundial, Michael Schumacher. Mas quem se animou (depois de ter se emocionado à beça) frustrou-se por não ver “a coisa” indo adiante.
Além de não conquistar um campeonato há 19 anos, na última década, o Brasil passou “despercebido” em 2001, 2005 e neste 2010. Nenhuma vitória pra contar história.
Mas, justiça seja feita, chance houve. Em 2008, por pouco Felipe Massa não arremata o campeonato. E justamente em casa. Já Barrichello teve, em 2009, a melhor oportunidade de sua longa carreira. Perdeu para o melhor trabalho de companheiro.
Para 2011, a odisséia brasileira nas pistas terá mais um capítulo.
Calçando sapatos novos nesta semana, Massa não escondeu o entusiasmo com a borracha italiana. A Pirelli está de volta à F1 e com ela, a esperança de Felipe voltar a competir em melhores condições – nem que seja no duelo particular com Alonso.
Para Rubens Barrichello, as incógnitas serão bem menores do que quando assinou contrato com a Williams pela primeira vez. Estando por dentro de tudo o que se tem feito para o carro do ano quem vem, Rubinho acredita numa temporada melhor. Mas isso significa voltar ao pódio? E lá no alto? Não dá pra saber nem com as revelações bombásticas desses gurus aloprados que de agora até 31 de dezembro vão encher o saco aparecendo na TV, na Internet, nas Revistas e em tudo quanto é lugar para dizer suas profecias-batata.
No que tange a Lucas e Bruno, não dá pra colocá-los em condições de protagonizar nada, apenas tópicos de Fóruns de Internet. Que pelo menos consigam evoluir em suas carreiras.
Para que não haja outro “apagão” do Brasil nas pitas, que todos os nossos pilotos tenham mais sorte e melhores equipamentos. E assim que eles possam provar, preto no branco, se de fato são capazes de levar adiante a história verde-amarela na Fórmula 1. A conferir.